terça-feira, 18 de maio de 2010

vou porque preciso

Abrir mão de um amor é, sim, cavar uma dor. Mergulho, por isso, num mar de ressaca, no interior de um corpo que não sabe o que quer. Não sabe o que quer. Corpo bobo, esse. Garota boba, essa. Lá fora venta e a palmeira se balança, inquieta. Vai pra la, vem pra cá. Indecisa, essa palmeira. Não quero balançar assim, ela bambeia e não sai do lugar. Quero apontar e remar, de preferência com a para a fé- dizem que ela não costuma falhar. Carrego no peito a coragem jovem e a humildade minha. Vou errar, eu sei. Posso já estar errando, mas com a vontade de arriscar, por mim, por ele, pelo nosso amor, até. Grande, esse amor; Grande, essa menina.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

eu, você, nós

digo aos meus bons que os amo
e que estarei aqui, fiel e forte
digo que eles precisam se doar e receber
e que quero estar aqui pra ver.

eles me dizem que precisam de mim,
eu sorrio,
isso faz bem.
é bom quando alguém precisa da gente,
isso nos faz quente,
nos faz vida.

é bom quando a vida da gente não mente:
precisamos de amor
precisamos de sabor
precisamos de nós,
dos nós.
...não estamos sós.

terça-feira, 11 de maio de 2010

ai.

agonia de uma noite fria,
de uma noite sombria,
de um beijo preso,
da falta de magia,
de um peito preso,
de um beijo preso no peito.

que agonia.

terça-feira, 4 de maio de 2010

colorir de vida

É que o meu corpo,
novo,
garoto ainda,
borbulha.
Eu, menina,
nem sei ainda em que esquina o meu destino vai parar
e no que vai dar,
se eu pairar.

vou deixar a beira da saia rodar
até eu cansar,
casar,
rodopiar
ficar tonta, de alegria.
e, quando eu parar
pra olhar
vou ver o amor
e com amor
e por amor
vou ser cor.