Abrir mão de um amor é, sim, cavar uma dor. Mergulho, por isso, num mar de ressaca, no interior de um corpo que não sabe o que quer. Não sabe o que quer. Corpo bobo, esse. Garota boba, essa. Lá fora venta e a palmeira se balança, inquieta. Vai pra la, vem pra cá. Indecisa, essa palmeira. Não quero balançar assim, ela bambeia e não sai do lugar. Quero apontar e remar, de preferência com a para a fé- dizem que ela não costuma falhar. Carrego no peito a coragem jovem e a humildade minha. Vou errar, eu sei. Posso já estar errando, mas com a vontade de arriscar, por mim, por ele, pelo nosso amor, até. Grande, esse amor; Grande, essa menina.