quarta-feira, 30 de junho de 2010

fluidez

Abraços, desafabos, carinho, cheiros, textura, lembrança, afeto, vontade, zelo, tesão e mais carinho. Tudo isso está dentro da gente, que cisma em não deixar extravasar. Quem disse que se entregar demais é perigoso? Perigo é sentir as horas passarem como ventos sem cor. Perigo maior é ver as pessoas passando por nós, como quando passam por avenidas engarrafadas. O esforço de uma contenção de sentimento me esfria, embaça. Faz lembrar um dia cinza, que não rega e também não ilumina. Faz pensar que o corpo não deve ser uma casca protetora, mas uma casa produtora de sentimentos naturais e naturalmente construídos a cada despertar para os outros e para si. Por que não soltar aquele "eu te amo"? Por que não escrever aquela declaração? Por que não sussurrar frases de amor? Cada palavra de beleza que recebo, transformo em vida e deixo percorrer por mim, como se fosse na veia. Na veia, amor. Na veia: amor.